Não Violência: respire com o universo e fique em paz

Não Violência

Escrever sobre o que fazemos é uma ótima forma de nos revisitarmos. Esses dias relendo alguns dos posts do Vida Larga, percebi que por aqui os caminhos que escolhemos trilhar são permeados cotidianamente pela não violência.

Mas o que significa isso na prática?

Bom, no yoga (nossa praia!) não violência é ahimsa, um dos 5 Yamas, preceitos éticos que são o pontapé inicial para a prática do yoga. Ainda teremos muitas prosas sobre os yamas, mas por agora queremos parar e ficar um pouquinho com ahimsa, a não violência. Só isso já dá pano pra manga!

A não violência deve estar presente desde no modo como você se relaciona com você mesmo, até no modo como você se relaciona com questões mais abstratas como a sua mente e as energias presentes no universo. E entre um e outro, há uma imensidão de situações em que devemos estar atentos para construirmos uma cultura de paz que vai trazer pra gente uma sensação boa de que as coisas estão no caminho certo. Lembrando que não violência não é somente não ser violento, mas produzir pensamentos, sentimentos e atitudes que promovam a paz.

Quando falamos em não violência, sempre nos vem à mente atitudes como não bater, não matar, não torturar… Enfim, atitudes gritantes e, obviamente, violentas, principalmente com o mundo exterior.  Beleza! Então, acho que você, que está lendo esse texto agora, não tem feito isso ultimamente (eu espero que não!). Mas pra que falar em não violência, em cultura de paz? Ah, claro, porque o mundo está muito violento, né? Mas onde entramos nessa história? Já ouviu falar do efeito borboleta? Se ainda não ouviu, assista ao vídeo abaixo:

 

Tudo pode começar com o bater da asa de uma borboleta… Então, vamos lá!

Qual foi o primeiro pensamento que você teve hoje quando acordou? Você não se lembra, né? Então, faça esse exercício amanhã, fique atento ao seu primeiro pensamento ao acordar e a partir daí, faça o exercício de durante todo o dia observar os seus pensamentos e ações. E lembre-se, comece pelas ações mais simples e com você mesmo. Você comeu direitinho no café da manhã ou só tomou correndo uma xícara de café?

Esse olhar atento durante todo o dia, por meio do exercício consciente de auto-observação, possivelmente vai lhe dar algumas dicas para entender o que é a não violência de forma profunda e abrangente.

A não violência é a força que nos move em nossas escolhas com a intenção de não produzirmos mal algum a nós mesmos, aos outros seres e ao universo. Então, a não violência está nos alimentos que escolhemos, nos pensamentos que produzimos, nas palavras que dizemos, nos sentimentos que geramos em nós mesmos e nos outros. Um dos objetivos da prática da não violência é trazer harmonia para o nosso meio exterior e sossego para o nosso interior.  Quando entro no ônibus e dou bom dia com um belo sorriso para o motorista e para o cobrador, essa atitude não violenta pode gerar um clima de harmonia e contentamento capaz de se espalhar para outros passageiros durante todo o dia e daí por diante… efeito borboleta da não violência!

Tomar consciência do que é a não violência é uma forma de conduzirmos nossos pensamentos, sentimentos e ações para uma vida mais harmoniosa e em paz. Mas esse é um exercício diário. E à medida que vamos praticando, vai se tornando mais fluido e natural.

Uma dica: quando estiver prestes a agir de forma violenta (e não estou falando só de bater ou xingar alguém), faça o caminho de volta… Acalme as suas emoções e seus pensamentos, substitua por pensamentos opostos e só depois de fazer isso tome qualquer atitude. A ideia é atingir o mesmo objetivo, porém, de forma não violenta.

Ah, mas como eu acalmo os meus pensamentos e emoções? Isso exige treino, é verdade. E existem várias maneiras de fazê-lo. Posso sugerir uma bem simples: a respiração. Naquele momento em que “o bicho vai pegar”, lembre-se da sua respiração e tente mudar o ritmo dela. Só isso! Sim, é simples, mas não é fácil. É treino!

No yoga, utilizamos técnicas respiratórias, os pranayamas, para, entre outros benefícios, tranquilizar a mente e as emoções. A prática diária de pranayamas é um ótimo caminho para tomarmos consciência do nosso processo respiratório e tê-lo como aliado em momentos não tão fáceis. Um pranayama simples e poderoso é o Surya Bheda (Surya = sol e Bheda = O que perfura, a respiração completa (e consciente)

Sente-se de forma que sua coluna permaneça ereta, a cabeça no prolongamento da coluna, os ombros relaxados e o semblante tranquilo. Inspire lenta e profundamente pelas narinas, expanda o abdômen e o tórax. Encha completamente os pulmões de ar, primeiro a parte baixa, depois média e depois parte alta dos pulmões. Em seguida, expire pelas narinas, sempre de forma lenta e profunda, relaxe o tórax e contraia um pouco o abdômen. Retire todo o ar dos pulmões, primeiro da parte alta, depois média e baixa dos pulmões. Siga fazendo essa respiração por pelo menos 3 minutos. Você pode ir aumentando esse tempo de acordo com sua disposição e disponibilidade.

Usamos esse pranayama logo no início das práticas de Shivam Yoga para acalmar a mente, as emoções e também para provocar um estado de observação interior. Além disso, com os pranayamas, absorvemos mais Prana, energia vital, que, entre outros benefícios, nos move para escolhas mais harmoniosas e equilibradas. Dá-lhe pranayama!

Então, boa prática, bons pensamentos e boas emoções. Que a não violência esteja com você 🙂 Sigamos juntos!

 

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Rúbia é esposa do Camilo e mãe da Manu, ambos em tempo integral, “com muito orgulho, com muito amor”. Há pouco tempo largou um emprego seguro para se aventurar na vida como empreendedora, coisa que ela sempre duvidou que poderia ser. Já viveu “várias vidas”. Hoje é designer instrucional, instrutora de yoga, “origameira”, dona de casa aprendendo a fazer biscoitos e bolos, estudante e praticante do Ayurveda e de meditação. Fascinada pela magia das sementes, brotos, plantas e poções que enchem os olhos, a barriga e curam a alma. Com algumas dessas coisas ganha dinheiro e com muitas outras gasta a vida. Da cabeça e do coração continuam brotando ideias que se espalham por aqui e acolá, nessa vida larga.
  • David Mol

    Magnifico! Estamos no caminho da libertação da consciência e as atitudes devem ser meditadas a cada segundo, vo praticar e estudar sobre os yamas a partir dd hoje, esse texto nos inspira mudarmos em atitude, o exemplo.de vocês dois me expira e acredito que a muitos também, mudarmos nossa postura na sociedade é missão no caminho da luz! Beijo na familia! Fiquem com Deus! Parabéns pelo trabalho!

    • Rúbia Ribeiro

      Obrigada, David! Que bom ver você por aqui 🙂 Isso mesmo, o estudo dos Yamas e Nyamas é fundamental para a prática do yoga. Sigamos juntos! Bom demais ter você com a gente. Beijo nosso, com o carinho de sempre!

  • Maravilhoso post, muito útil. Gostei da dica da respiração.

    • Rúbia Ribeiro

      Que bom que gostou, Rosana! Fico feliz que tenha sido útil. Sigamos juntas 🙂 Beijos!

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